Por Dheyne – Psicanalista em formação pela Passagem Freudiana
o meu silêncio diz
esquivo
o meu silêncio fiz
algema
/esposa?/
o meu silêncio encarna
o corpo que (nunca?) tive
no meu silêncio
uma imagem sem espelho sem nome sem símbolo
sem cuidado
o meu silêncio, o meu real
o meu sintoma, o meu umbral
o meu filho, o meu pai
o meu destino, o meu recinto
o meu rebento, o meu unguento
a minha algoz, a minha voz
a nossa espera a nossa era
a minha ira
a sua mira
(Dheyne de Souza)
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